Não é paixão, é crime
por Alberto Kopittke
O recente ato criminoso de cárcere ocorrido em Canoas/RS, em que um homem permaneceu mais de 60 horas com sua ex-companheira presa em casa e sob ameaça, merece uma séria reflexão. A repercussão do fato como um crime passional, ou “resultado de uma paixão doentia”, acaba por romantizar mais um grave caso de violência contra a mulher. O perigo deste tipo de repercussão é a multiplicação de um referencial equivocado que coloca o homem agressor como vítima, em razão de um sentimento de forte paixão que o leva a cometer atos impensados.
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